
A empresa de análise Distimo acaba de divulgar uma análise que mostra que a loja do Android tem a maior proporção de apps gratuitos, 57% contra 25% da Apple e 24% da BlackBerry. Se for levado em conta o número total de aplicativos, a loja da Apple tem muito mais apps grátis do que a soma dos gratuitos e pagos no Android. Mas é na comparação relativa que se revela a maior discrepância entre as lojas.
Pode ser que haja mais apps para Android sendo patrocinado por marcas, uma tendência que é mais recente e tem crescido junto com a própria Android App Store. O fato é que a predominância de apps gratuitos não parece ser algo originado em uma posição do Google de baratear seus apps, uma vez que os apps pagos têm um preço similar ao da Apple, US$ 3,27 contra US$ 3,62 da companhia de Steve Jobs. No entanto, é um movimento que vale a pena acompanhar para medir o tamanho da sua influência sobre o mercado como um todo.
A batalha Apple X Google esquenta cada vez mais, tendo como ringue o mercado de mobile advertising. A companhia acaba de divulgar em seu site para desenvolvedores que irá rejeitar aplicativos para iPhone que utilizem o sistema de geolocalização para anuúncios, que permite criar campanhas publicitárias destinadas a usuários do smartphone em um determinado bairro. A medida é vista como mais uma ação da Apple para controlar a área de publicidade em seus dispositivos, fechando a porta para funcionalidades desenvolvidas pelo Google. Outro exemplo é o recente anúncio de que a Apple fará uma parceria com a Microsoft para substituir a ferramenta de busca do iPhone pelo Bing.
Atenção, marcas! A julgar pelos analistas de mercado, quem melhor se posicionar para falar com consumidores através da iPad, pode ganhar de cara até 5 milhões de adeptos. Essa é a perspectiva de venda para o novo gadget da Apple no primeiro ano, de acordo com os especialistas ouvidos pelo site AppleInsider. A RBC Capital Markets acredita no alto volume de vendas por conta dos recursos do tablet, apontado como um leitor de livros eletrônicos revolucionário, que navega na Internet, roda games e pode ter conexão 3G. Tudo isso estará disponível no mercado a a partir do final de março por um preço competitivo (US$ 499).
É um computador, um smartphone, ou algo entre os dois? Não seria melhor uma tela wide ao invés da 4:3? É um gadget para se ter agora ou daqui há alguns anos? As respostas mais coerentes a essas perguntas, você encontra nesse excelente post da Halex Pereira, no blog da MacMagazine.
O que é certo é que está aberto um novo mundo para os aplicativos. Como bem disse o diretor geral da FingerTips, Ricardo Longo, “o apelo e a situação de uso são outras”. Isso é tão verdade que a Apple anunciou que vai criar uma sub-divisão de sua App Store: a iPad App Store, que destacará aplicativos desenvolvidos e/ou adaptados especialmente para a tablet.
Longo aponta alguns problemas da iPad como a falta de uma câmera frontal para videoconferência, mas acredita no potencial do aparelho para se tornar um grande concorrente do Kindle, pelo fato de oferecer muito mais que o leitor digital da Amazon por um preço bom. “Num primeiro momento não parece ser revolucionário como o iPhone, mas é muito barato. O que é melhor: Kindle por 300 ou iPad por 500?”
Os números são grandes: mais de US$ 4,24 bilhões gastos em aplicativos móveis em 2009, em um total de 2,516 bilhões de downloads com participação de 99,4% da Apple. É o que está no relatório da consultoria Gartner, que também projeta crescimentos expressivos para 2010, como divulgado em post anterior. A tendência é que o domínio da Apple gradualmente diminua, mas não baixe de 65% esse ano.
Mas isso de longe preocupa Steve Jobs, que não vê sinal de competição num futuro próximo e está interessado mesmo no amadurecimento desse mercado, tanto que a Apple tem permitido cada vez mais que desenvolvedores independentes criem aplicativos mediante sua chancela. As perspectivas são realmente animadoras.
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