A julgar pelas novidades anunciadas durante o World Mobile Congress, o setor de smartphones tem tudo para crescer como nunca em 2010. Algumas das ótimas notícias vieram do CEO do Google, Eric Schmidt, que, além de anunciar que a nova versão do Android virá com o Flash 10.1 como aplicação nativa, divulgou que são vendidos diariamente no mundo 60 mil smartphones com seu sistema operacional. Com o diferencial em relação aos concorrentes Apple e Microsoft, que não dão indícios de que irão rodar Flash em seus sistemas operacionais tão cedo, e a crescente base de fabricantes que adotam o Android como plataforma padrão, o Google começa a colher resultados da estratégia “Mobile First”, uma visão inovadora da companhia, que desde já coloca as plataformas móveis no centro de sua estratégia de negócios.
Entre os lançamentos de aparelhos, o grande destaque ficou por conta do novo Samsung Wave que conta com o novo sistema operacional Bada e Bluetooth 3.0. Os vídeos e fotos reproduzidos em sua tela de 3.3 polegadas ganham qualidade comparável à de TVs de alta definição, apesar da resolução ser de 800 x 480 pixels. O smartphone estará disponível para compra em abril.
Já entre os novos branded smartphones, a ação mais interessante foi a da marca de esportes Puma, que em parceria com a fabricante Sagem lançou o Puma Phone.
Voltado ao público esportista, o aparelho conta com aplicativos que ajudam corredores e ciclistas a acompanhar velocidade, distância e ritmo, além de ajudar a acompanhar número de passos e calorias queimadas. Chama mais atenção, no entanto, o apelo ecológico do aparelho, que conta com um painel solar na traseira que pode ser usado para recarregá-lo.
Que os smartphones são excelentes plataformas de comunicação e entretenimento todo mundo sabe. A novidade é que eles também podem ser ótimos consultores de saúde. Um caso é o aplicativo MyLife, para smartphones com Windows Mobile, que permite gravar informações de saúde como pressão sanguinea e peso, além de monitorar atividades diárias como exercícios, caminhadas ou refeições. Dessa forma, é possível criar um histórico pessoal por meio da câmera, acelerômetro e microfone. Um projeto futuro é possibilitar que o usuário fotografe cada refeição e receba dados do aplicativo como valor calórico, grupo de comida e informações sobre alergia. Para facilitar esse processo, o celular poderia receber as informações por meio da leitura de uma etiqueta anexada ao prato.
Já na área de cuidados com a pele, um dermatologista americano criou um aplicativo para iPhone que promete combater as espinhas. Disponível desde setembro na App Store, por US$ 1,99, o AcneApp emite alternadamente, durante as ligações, luzes vermelhas (anti-inflamatórias) e azuis (antibacterianas), que matariam as bactérias associadas à acne, ajudariam na cicatrização e até agiriam sobre as rugas, estimulando a produção de colágeno. O criador admite que o app ainda precisa passar por uma série de testes clínicos para que seja comprovada sua eficácia, mas não deixa de ser bastante instigante.
Outro caso interessante é de um médico na Croácia que utiliza o iPhone como um aparelho capaz de reanimar pacientes. Acoplado a um acessório criado por ele e com a ajuda do software PocketCPR, o aparelho emite um sinal sonoro quando a reanimação difere das ideais cem pressões por minuto sobre o peito e indica se a força aplicada é a mais adequada. Segundo o médico, o acessório vai funcionar no lugar das palmas das mãos, permitindo uma melhor reanimação. Se a invenção pegar, um médico com iPhone pode fazer um procedimento de reanimação de forma ágil em qualquer lugar. Não se impressione tanto: as inovações nesse campo estão só no começo.
Em apenas seis meses, a rede social adicionou 45 milhões de usuários, totalizando 100 milhões de pessoas que acessam seus perfis e interajem com amigos via celular. O crescimento de 500% na plataforma mobile supera a evolução total do número de usuários do Facebook, que afirma já ter chegado a 400 milhões de pessoas no mundo todo. Um dos sócios do Facebook, Chamath Palihapitiya, recapitulou em seu blog alguns dos recentes avanços que o site fez na plataforma mobile, como a reformulação visual da página, atualizações de aplicativos e um encurtador de URL feito para facilitar o compartilhamento de novidades via SMS.
O excelente crescimento justifica todo o investimento do Facebook em mobile, uma área estratégica para manter a liderança em um mercado cada vez mais disputado, em que a concorrência vem chegando aí. Essa semana o Google lançou o Buzz, uma rede social que aposta o crescimento na conquista dos usuários de smartphone. Por isso, já desenvolveu versões para plataformas Android e Iphone com funcionalidades como geolocalização, reconhecimento de voz para postar textos através da fala e em breve, aplicativos nativos.
Quem ganha com essa briga são os usuários, que podem melhorar cada vez mais a experiência de interagir com amigos pelo celular, além das marcas, que ganham mais oportunidades de relacionamento com seus públicos.
Continuando o papo sobre comida, olha só quem chega agora ao iPhone: a rede Habib’s que, seguindo os passos do McDonald’s, acaba de lançar uma versão para celulares de seus site de delivery. O app identifica a localização do usuário e promete realizar a entrega em até 28 minutos dentro da área de atendimento. Não é preciso ligar para a loja, porém só é possível utilizá-lo entre 11h e 23 horas.
É mais uma grande tendência que deve se disseminar esse ano no Brasil: o delivery mobile, que nos EUA já está bem mais desenvolvido. Lá, a Pizza Hut faturou US$ 1 mi com as vendas via iPhone em apenas três meses. O app, bem mais sofisticado, identifica a localização do usuário e permite montar combinações personalizadas de pizzas e massas, apenas arrastando o ingrediente desejado com a ponta do dedo.
Como é bom ver o mercado de mobile advertising ganhando a atenção que tanto merece. Após muita negociação, as operadoras de telefonia celular da Inglaterra se aliaram com a empresa de pesquisa de mercado comScore para medir o uso da Internet em dispositivos móveis, na primeira iniciativa desse tipo no mercado. Ótima notícia para os compradores de mídia, que com uma medição transparente e séria poderão planejar com mais eficácia campanhas de publicidade móvel e medir o sucesso dessas iniciativas da mesma forma com que fazem com outras mídias.
Ótimo também para as operadoras, que ampliam sua fonte de receita, e também para os usuários que, entre outras possibilidades, podem trocar o acesso a aplicativos e funcionalidades dos aparelhos pelo aceite em receber anúncios via celular. Está aí um modelo de negócios com tudo para dar cada vez mais certo e servir de benchmark para o mercado brasileiro.
A Coca-Cola Brasil acaba de lançar o Sprite 2.Zero com tag de RA nas embalagens de 350ml (lata) e 600ml (pet), uma inovação para posicionar a marca cada vez melhor entre o público jovem. Ao entrar no site do produto e direcionar a tag para a webcam, o usuário entra em um game onde interage com os personagens da campanha publicitária. A Realidade Aumentada, nesse caso, serve como um meio para criar experiências com o consumidor que vão além da degustação do produto. 
A ação digital foi criada pela JWT em parceria com a TaxiLabs. Um exemplo inteligente de como aproveitar as novas tecnologias para estreitar laços entre marca e público.
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