O lançamento do iPad vai abrir caminho para uma verdadeira enxurrada de tablets concorrentes neste ano. Segundo o gerente de computação móvel da ARM, fabricante de chips de processamento para e-readers e netbooks, Roy Chen, os primeiros portáteis devem aparecer no segundo trimestre do ano.

Um dos concorrentes dá indícios da breve chegada: é o Streak, tablet da Dell, do qual as imagens acima já vazaram na rede. Um diferencial em relação ao concorrente da Apple é que o tablet virá com duas câmeras – uma de cada lado -, permitindo o uso do gadget para videoconferências.
“Muito mais chegará no terceiro trimestre”, disse o executivo, que destaca que os lançamentos devem ocorrer em primeiro lugar na China (país conhecido por suas cópias de iPhone). Como fabricante de chips, a ARM consegue ter uma visão privilegiada de como suas peças estão sendo utilizadas pelos parceiros. Durante entrevista coletiva, em Taipei, a empresa já revelou dois tablets rodando o sistema operacional Android, do Google. (via Macworld)
Com base em análise da Busted Loop, o site Forbes.com afirma que a iBookstore terá 20 categorias de livros quando for aberta no lançamento do iPad, marcado para 3 de abril. Embora não exista nenhuma previsão de quantos ebooks estarão disponíveis para compra na loja da Apple, o número de categorias indica que ela está se preparando para oferecer uma quantidade enorme de livros.
Razões não faltam para crer que a demanda por conteúdos para iPad será alta. Uma outra análise da Broadpoint AmTech acredita que 30% da receita gerada pela tablet da Apple virá da venda de conteúdo extra na iTunes Store, App Store ou até mesmo da iBookStore.
Em nota relacionada, a Apple indica ter começado adaptações na App Store para a disponibilidade de aplicativos para o iPad. Segundo o Busted Loop, uma parcela pequena do catálogo da loja já foi marcada como compatível com a tablet, graças a testes conduzidos com updates enviados nas últimas semanas. (via MacMagazine)
As disputas cada vez mais acirradas dentro do universo mobile são típicas de um mercado em franca expansão, se acomodando para abrigar diversos players em variados segmentos. Vejamos o caso da Apple, que de um lado perde mercado em sistemas operacionais e do outro, cresce em market share de celulares.
Dados da Quantcast mostram que de dezembro de 2009 a fevereiro deste ano, o aumento do sistema operacional do Google em relação ao consumo de web móvel foi de 44,6%, enquanto o iPhone recuou 4,5%. Em fevereiro, o iPhone foi responsável por 63,7% do acesso móvel à web na América do Norte, enquanto que os celulares equipados com Android representaram 15,2%.
Já no mercado de celulares, a Apple vem tomando market share da RIM e no ritmo de crescimento atual pode ultrapassá-la em 2011, com 11% para o iPhone e 8% para o BlackBerry, segundo projeção da consultoria Trefis. Apesar de ambas as companhias terem aumentado sua participação nos últimos dois anos – hoje o BlackBerry tem 3% contra 2% do iPhone, especialistas acreditam que o mais amplo ecossistema de produtos (Macs, iPad, Apple TV) e serviços (iTunes, iPhone apps) faz o iPhone ser mais atrativo para os consumidores nos próximos anos. O lançamento do iPad, com data oficial marcada para o próximo dia 3 de abril, deve impulsionar a venda de outros produtos da Apple, como o iPhone.
Que os smartphones são excelentes plataformas de comunicação e entretenimento todo mundo sabe. A novidade é que eles também podem ser ótimos consultores de saúde. Um caso é o aplicativo MyLife, para smartphones com Windows Mobile, que permite gravar informações de saúde como pressão sanguinea e peso, além de monitorar atividades diárias como exercícios, caminhadas ou refeições. Dessa forma, é possível criar um histórico pessoal por meio da câmera, acelerômetro e microfone. Um projeto futuro é possibilitar que o usuário fotografe cada refeição e receba dados do aplicativo como valor calórico, grupo de comida e informações sobre alergia. Para facilitar esse processo, o celular poderia receber as informações por meio da leitura de uma etiqueta anexada ao prato.
Já na área de cuidados com a pele, um dermatologista americano criou um aplicativo para iPhone que promete combater as espinhas. Disponível desde setembro na App Store, por US$ 1,99, o AcneApp emite alternadamente, durante as ligações, luzes vermelhas (anti-inflamatórias) e azuis (antibacterianas), que matariam as bactérias associadas à acne, ajudariam na cicatrização e até agiriam sobre as rugas, estimulando a produção de colágeno. O criador admite que o app ainda precisa passar por uma série de testes clínicos para que seja comprovada sua eficácia, mas não deixa de ser bastante instigante.
Outro caso interessante é de um médico na Croácia que utiliza o iPhone como um aparelho capaz de reanimar pacientes. Acoplado a um acessório criado por ele e com a ajuda do software PocketCPR, o aparelho emite um sinal sonoro quando a reanimação difere das ideais cem pressões por minuto sobre o peito e indica se a força aplicada é a mais adequada. Segundo o médico, o acessório vai funcionar no lugar das palmas das mãos, permitindo uma melhor reanimação. Se a invenção pegar, um médico com iPhone pode fazer um procedimento de reanimação de forma ágil em qualquer lugar. Não se impressione tanto: as inovações nesse campo estão só no começo.

Mais uma plataforma mobile está próxima de chegar ao mercado. A Microsoft deve aproveitar o MWC 2010 (Mobile World Congress), entre os dias 15 e 18/02 em Barcelona, para lançar o Zune Phone e disputar espaço em um dos segmentos mais competitivos e crescentes da economia atual, onde a própria gigante de Redmond já esteve mais bem posicionada com sua plataforma Windows Mobile. Por conta dessas perdas, está sendo justificada a utilização da plataforma Zune – que tem seus fãs ao redor do mundo – em um telefone mais voltado ao entretenimento e à utilização casual. Resta saber se, depois de lançado o ZunePhone e o Windows Mobile 7, a Microsoft também investirá em uma loja própria de aplicativos para o dispositivo.
Atenção, marcas! A julgar pelos analistas de mercado, quem melhor se posicionar para falar com consumidores através da iPad, pode ganhar de cara até 5 milhões de adeptos. Essa é a perspectiva de venda para o novo gadget da Apple no primeiro ano, de acordo com os especialistas ouvidos pelo site AppleInsider. A RBC Capital Markets acredita no alto volume de vendas por conta dos recursos do tablet, apontado como um leitor de livros eletrônicos revolucionário, que navega na Internet, roda games e pode ter conexão 3G. Tudo isso estará disponível no mercado a a partir do final de março por um preço competitivo (US$ 499).
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