A inconveniência de uma fila de caixa para pagar conta em dinheiro, a complicação de precisar fazer um saque para poder pagar uma corrida de táxi em dinheiro e a insegurança de uma compra com cartão de crédito via internet já estão gradativamente sendo substituídas pela conveniência, praticidade e segurança de um meio de pagamento que tem tudo para se tornar o mais utilizado no mundo: o celular. A praticidade vem do usuário fazer a compra fornecendo apenas o número de celular. A segurança é pelo fato dele autorizar a compra digitando a senha no próprio aparelho. E a grande conveniência é poder fazer isso de qualquer lugar, ou seja, a compra não precisa ser presencial.
O mobile payment tem um potencial de expansão rápida, já que a plataforma amplamente utilizada é o SMS, compatível com qualquer aparelho. Futuramente, a tecnologia deve ser substituída pela NFC, em que o débito no celular é feito ao se passar o aparelho em um sensor. No Japão, pioneiro em mobile payment, essa tecnologia já é utilizada para quem usa o celular como um vale-transporte, similar ao Bilhete Único de São Paulo. Lá já existem cerca de 55 milhões de telefones celulares atuando como “carteira eletrônica” e o mercado cresce cerca de 70% ao ano, devendo chegar a 190 milhões de pessoas em 2012.
Já no Quênia, o celular tornou-se o principal meio de transferência de dinheiro. O M-Pesa, utilizado por 8 milhões de pessoas, equivalente a 18% da população, foi uma alternativa encontrada aos meios precários existentes, como enviar dinheiro pelo correio ou por motoristas de ônibus, em um país onde a população é pouco bancarizada. Esse case mostra como as operadores de telefonia, que em geral tem um alcance na população de baixa renda muito maior do que os bancos, podem explorar essa oportunidade para oferecer inúmeros serviços financeiros.
No Brasil, essa é a tônica da estratégia da Oi Paggo, única prestadora de serviço de mobile payment no País, onde a penetração do serviço ainda é baixa, mas o potencial é altíssimo. Para o público que tem acesso a cartão de crédito, o mobile payment funciona como uma alternativa mais prática e segura. Já para a base da pirâmide, é a porta de entrada para as mesmas conveniências que um público bancarizado tem. O fato de que o POS no mobile payment é o próprio celular do lojista torna-se uma grande vantagem por conta do baixo custo de implementação, alcance e praticidade, uma vez que até o vendedor de água de côco na praia poderia utilizar o celular como meio de pagamento. As oportunidades são inúmeras.
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