Recentemente a Apple apresentou ao mercado o novo sistema operacional de sua plataforma iPhone, o iPhone OS 3.0.
Com uma série de novidades para os desenvolvedores (mais de 1.000 novas APIs) e usuários (mais de 100 novos features), o novo SO apresenta uma série de oportunidades ainda mais atraentes para Marcas criarem canais de relacionamento com seus clientes.
Vamos falar das principais oportunidades a partir de agora nesta série de posts com o mesmo título. Começando por
In-App Purchase
Como o próprio nome diz, “compra dentro do aplicativo”, trata-se de um novo modelo de negócios suportado pela AppStore. A partir de junho, quando o novo sistema for lançado, empresas poderão passar a vender conteúdos adicionais (assinaturas, níveis de jogos, livros, músicas, imagens etc…) dentro de seus aplicativos. Tudo fácil e rápido, apenas num clique, como já se compram aplicativos.
O que isso quer dizer?
- Bom, uma marca de jornal ou revista, poderá ter seu aplicativo no iPhone e vender assinaturas por períodos determinados ou novas edições.
- Uma editora de livros, poderá ter seu reader próprio e vender seus títulos
- Uma emissora de TV poderá ter seu aplicativo próprio e vender a “assinatura” pay per view de determinados programas, e por aí vai.
Até aqui, demos 3 exemplos de compras que seriam feitas via AppStore (repassando 30% da receita para a Apple), mas a novidade também se estende a empresas que queiram a partir de agora montar sua própria estrutura de vendas dentro do aplicativo, nativamente.
Isto é, uma empresa de comércio eletrônico poderá passar a vender seus produtos diretamente no aplicativo, montando uma estrutura de webservices. Ao navegar pelo aplicativo, o usuário clica em “comprar um produto”, põe sua senha e o produto será entregue em sua casa.
Imaginem isso para um Submarino… para uma companhia aérea, para um homebroker qualquer… As possibilidades são infinitas.
Apenas para esclarecer, até o momento isso não era permitido. Códigos com qualquer funcionalidade de venda de alguma coisa eram barrados pela Apple. O app da Livraria Cultura é permitido pois a compra se dá em uma página web, visualizada numa webview do aplicativo. No iPhone 3.0 a Livraria Cultura poderá elevar seu aplicativo a um novo patamar em usabilidade e facilidade de compra.
Nos próximos posts, falaremos de Maps, Games, Push, Accessories e Peer to Peer
Até breve…





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Rico, tenho certeza que vc contribuirá muito na vertente aplicativos, já que a FingerTips é referência e pioneira no mercado. Bem-Vindo ao time!
Ricardo, não concordo com o uso do recurso “in-App Purchase” para empresas de comércio eletrônico, pois nesse caso não faz sentido pagar 30% para Apple + impostos para trazer o dinheiro ao Brasil. O que vc acha?
Douglas, bom você ter comentado isso, pois talvez eu não tenha me explicado direito.
Acontece o seguinte: com esta implementação do recurso in-App purchase a Apple passou também a permitir que desenvolvedores coloquem funções de comércio eletrônico em seus aplicativos, o que não era permitido até agora.
Neste caso, não se trata da compra de um conteúdo que está armazenado na AppStore, e por isso com rev share 30/70, mas sim de conteúdos ou coisas físicas próprias, que não teriam essa divisão.